Santa Maria, geologicamente a ilha mais antiga do Arquipélago, apresenta, por isso mesmo, características distintivas e únicas, quando comparada com as outras ilhas.
Esta ilha, edificada durante um período compreendido aproximadamente entre 8 a 3 milhões de anos, revela-se como um território verdadeiramente singular e fascinante. Compreender a sua morfologia e a riqueza dos materiais decorrentes da sua origem vulcânica revela-se essencial para que possamos usufruir verdadeiramente das suas paisagens e inúmeros geossítios.
Começamos por visitar a Casa dos Fósseis – Centro de Interpretação Ambiental Dalberto Pombo, espaço museológico que alberga o espólio do naturalista Dalberto Pombo, pioneiro no estudo da diversidade geológica e biológica da Ilha. Aqui, através de inúmeros recursos pedagógicos, o visitante compreenderá, inclusive, numa viagem 3D, as origens da ilha de Santa Maria.
Seguimos até à Pedreira do Campo, uma antiga frente de exploração deste recurso, talhada em escoadas lávicas basálticas submarinas, de onde se extraía brita, o que comprova a capacidade de adaptação e subsistência dos açorianos, através da exploração dos recursos naturais disponíveis.
Num percurso pedestre com vista para o mar, continuamos até à Gruta do Figueiral, antiga galeria de extração de calcário e argila, o primeiro para a produção de cal e a segunda para o fabrico de telhas, dois outros recursos naturais com grande importância outrora, na economia da ilha de Santa Maria.
Depois do almoço e com as energias reforçadas, seguimos até ao Barreiro da Piedade (Malbusca), para apreciar uma das paisagens mais marcantes da Ilha e caminhar sobre esta área, argilosa e de coloração vermelha intensa e surpreendente.
Terminamos a visita na Ribeira do Maloás, uma disjunção prismática associada a uma escoada lávica basáltica, cujos prismas hexagonais de dimensões assinaláveis fazem lembrar a famosa Calçada de Gigantes, na Irlanda. Uma paisagem imperdível.